10 respostas sobre sexo na gravidez

É só o casal ficar sabendo que está esperando um bebê para que aquele pequeno ser vire o centro das atenções. Tudo é feito pensando no bem-estar do bebê e, por isso, surge a dúvida: podemos continuar com nossa vida sexual normalmente ou é melhor ir mais devagar? Dois especialistas respondem as principais dúvidas sobre sexo na gravidez, para você e seu companheiro não terem que ficar a ver navios durante longos nove meses.

1 – O bebê sente quando a mãe está transando?

Pra início de conversa, o pênis não encosta no bebê, pois o colo do útero e o canal vaginal têm posições diferentes. Dito isso, o bebê maior, a partir do terceiro trimestre, sente quando a barriga da mãe está sendo acariciada e palavras de carinho estão sendo ditas. “O sexo durante a gravidez faz bem para o casal e para o bebê, diz o ginecologista e obstetra Alberto Guimarães, especialista em parto humanizado de São Paulo. Mas vale tomar alguns cuidados, como o uso de preservativo para evitar doenças sexualmente transmissíveis, já que o sistema imunológico da gestante fica mais frágil.

2 – E ele sente quando a mãe está tendo um orgasmo?

Os cientistas não têm certeza, pois é difícil estudar o bebê durante a gestação, mas acredita-se que ele sinta algo, sim. “O orgasmo é uma emoção boa, então é bem provável que o feto sinta que a mãe está feliz naquele momento”, diz a ginecologista e obstetra Bárbara Murayama, diretora clínica da Gergin, em São Paulo. Mas a contração do útero durante o clímax não é suficiente para provocar um parto prematuro ou causar dor no bebê.

3 – A partir de certo mês fica desconfortável para a mãe fazer sexo?

Isso varia muito de gestante para gestante. No primeiro trimestre, a mulher grávida pode perder um pouco do apetite sexual por se sentir cansada e com enjoos. Depois, já no segundo trimestre, a maioria das mulheres retomam sua vontade de ter relações sexuais. Já não tem mais sintomas desagradáveis e costumam se sentir lindas com o aparecimento da barriga. Costuma ser o período mais propício para o namoro entre o casal”, conta Bárbara. Já no final, com a barriga muito grande, podem surgir dores lombares, cólicas, desconforto nas pernas e cansaço.

4 – Quais são as melhores posições sexuais para a mulher grávida?

No início da gestação não muda nada. Quando a barriga fica grande, cabe ao casal encontrar as suas preferidas. “O papai e mamãe não fica mais confortável. É mais fácil de lado, de quatro ou mesmo a mulher por cima, assim ela controla o nível de penetração”, recomenda Alberto. O segredo é esse: o que interessa é se a mãe está confortável, pois mãe confortável é bebê confortável.

5 – As mulheres têm mais vontade de fazer sexo quando estão grávidas?

Essa percepção é muito individual. Uma mulher que desejou muito a gravidez e não tem medos, se sentirá linda e com a autoestima lá em cima. E a libido feminina está diretamente ligada com a autoestima. “A progesterona que está em níveis mais altos influencia pouco. Mais importante é a forma como a mulher e seu parceiro lidam com a gestação. Vontade sexual depende de estímulo, por isso é importante criar o clima de carinho entre o casal”, explica o médico. E nada mais importante para um casal que está prestes a criar um filho junto do que cumplicidade e intimidade que são facilitadas por uma vida sexual saudável.

6 – Os homens perdem o tesão pela mulher depois que ela engravida?

A maioria dos homens quer proteger a mulher e o filho, por isso no início podem ter medo de machucá-los. Por isso o diálogo é tão importante entre o casal e também com o médico do pré-natal. Daí a importância de o homem acompanhar as consultas para entender exatamente o que acontece no corpo da mulher e tirar suas dúvidas. “Costumo recomendar para os futuros pais aproveitarem essa fase para namorar muito, pois não existe a chance de engravidar”, brinca Alberto.

7 – Fazer sexo quando o bebê está para nascer facilita o parto normal?

Facilita na medida em que a mulher pode ficar mais relaxada e feliz, diminuindo o estresse que muitas vezes dificulta o tão desejado parto normal. “Mas o sexo por si só não vai dilatar mais o colo do útero se ele não estiver pronto para o parto”, promete o obstetra. “Entretanto, se já houver indícios que o trabalho de parto irá começar, o sexo deve ser evitado para que não haja nenhuma infecção se a bolsa estourar”, alerta Bárbara.

8 – Existem problemas com a gravidez que exigem que se interrompa a vida sexual do casal?

Quando a mulher tem histórico de aborto e está com sangramentos nas 12 primeiras semanas, o repouso é recomendado. Nestes casos, o ideal é consultar o médico, que irá recomendar a interrupção momentânea da vida sexual ou apenas a diminuição na frequência. “Se existirem alterações no colo do útero, onde já existe uma dilatação anormal, também é melhor evitar”, diz Alberto. “Algumas infecções genitais também impedem as relações sexuais até que sejam tratadas”, completa a médica.

9 – Com gravidez múltipla existe alguma restrição maior?

A diferença é que nesses casos tudo é mais precoce: se o normal é estar no final da gravidez entre as 39 e 40 semanas, no caso de gravidez múltipla se considera que os bebês podem nascer com 35 ou 36 semanas. “Se estiver tudo bem com a gestação, a grávida de gêmeos não precisa ficar em abstinência”, garante o médico.

10 – Qual é a importância da quarentena depois que o bebê nasce?

É importante para que o corpo da mulher tenha tempo para se recuperar e voltar à forma original. Independente do tipo do parto, todos os órgãos do organismo, de alguma maneira, foram envolvidos no processo de gestação e parto e agora precisam voltar ao funcionamento de antes. Como se não bastasse, ela precisa amamentar, que demanda energia, e aprender a cuidar daquele novo ser que depende tanto dela. O foco principal nesses primeiros dias deve ser o bebê. O sexo fica em segundo plano. O pai precisa ter paciência, ser companheiro e se ocupar com os afazeres do bebê, que são muitos”, diz Bárbara. Se o pai for um verdadeiro companheiro nessa fase, será recompensado por uma relação fortalecida e, consequentemente, feliz sexualmente.